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A hora e a vez do inquilino

by Lello Imóveis   ·  3 anos ago  
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No final da última década, assistimos a um cenário bem diferente do atual. Tínhamos menos imóveis disponíveis e mais interessados em alugar. Para alguns tipos de imóveis padrões, de valores acessíveis, chegamos a ver inquilinos em fila de espera. O mercado estava aquecido e os preços dos aluguéis novos sofreram altas consecutivas. Não era raro os locadores solicitarem revisão contratual com vistas à atualização dos valores pagos pelos locatários. O tempo passou, e a realidade do País agora é outra. O peso da balança agora pende para o lado de quem deseja alugar um imóvel, com uma gama de oportunidades à disposição.

Muitos proprietários que antes desejavam vender suas casas ou apartamentos decidiram investir na locação como alternativa mais rápida e, como consequência direta, a oferta aumentou além da procura. Os candidatos a inquilinos, diferentemente do que ocorria no passado, agora têm um leque maior para pesquisar e negociar, antes de tomar sua decisão. O efeito prático, e positivo, de tudo isso, é que cada vez mais os proprietários têm se tornado flexíveis, tanto na hora de negociar os valores do aluguel quanto em relação às condições do contrato que, por vezes, ganham cláusulas isentando os inquilinos do pagamento de multa rescisória caso eles saiam antes do período acordado, de 30 meses. Temos observado que, com maior flexibilidade por parte dos locadores, o mercado de aluguéis residenciais voltou a se aquecer neste ano, com uma alta de 13% no número de novos contratos fechados na cidade de São Paulo ao longo dos quatro primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015.

Isso acontece por uma razão simples: há pessoas querendo alugar seus imóveis mas também existem aquelas que estão à procura de um imóvel para alugar. A despeito da oferta acima da demanda, os novos contratos têm se realizado, e o setor de locação vem ganhando mais fôlego. Aos proprietários, evidentemente, não interessa ficar com o imóvel desocupado, uma vez que eles terão de arcar com despesas como o pagamento da cota condominial, que vem sendo reajustada pela inflação de 10% ao ano, e o IPTU. Em vez disso, preferem fechar o contrato de locação, mesmo que seja por um valor um pouco menor do que o inicialmente proposto, mas com a garantia de que terão as despesas do imóvel pagas e a renda do aluguel por um bom período. Nos quatro primeiros meses deste ano verificamos que os valores dos novos contratos de aluguéis firmados na capital paulista estão 6% inferiores à média do valor registrado no ano passado – hoje na casa de R$ 2 mil mensais.

Os tipos de imóveis mais procurados continuaram sendo os de dois dormitórios, uma vaga na garagem, preferencialmente nas proximidades de estações de metrô e em prédios residenciais com boa estrutura de lazer para os moradores. Aos proprietários que desejam acelerar a locação de suas unidades residenciais é importante ter em mente que a velocidade com a qual um imóvel é alugado depende fundamentalmente do preço estipulado, localização e estado de conservação da unidade. A oferta, portanto, deve estar com preço compatível com o padrão do imóvel e com as demais ofertas da região.

O proprietário precisa se preocupar com a manutenção e conservação do bem. Pintura mal conservada,instalações elétricas ou hidráulicas com problemas, pisos soltos ou azulejos quebrados acarretam demora para conseguir inquilinos. Antes de colocar um imóvel no mercado para locação, é muito importante deixá-lo em boas condições. Os proprietários devem se atentar que as pessoas estão buscando um lugar para passar momentos importantes da vida delas. A manutenção deve ser contínua para evitar uma despesa grande de uma única vez, mas se o proprietário não preferir, às vezes é possível negociar com o inquilino, propondo um desconto equivalente às despesas com os consertos, para que ele providencie as obras necessárias. Com muita negociação e bom senso, proprietários e inquilinos têm tudo para fazer um ótimo negócio, que atenda ao interesse de ambos.

 

Fonte: O ESTADO DE S. PAULO – Artigo de Roseli Hernandes (Diretora de Locação Lello Imóveis)