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Com disposição dos donos em negociar, venda de imóveis usados cresce em SP

by Lello Imóveis   ·  4 anos ago  
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O acumulado de vendas de imóveis usados no primeiro semestre de 2016 foi positivo: 43,7%, segundo dados do Creci-SP (conselho regional de corretores). O número representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve deficit de 35,5%.

Um levantamento feito pela imobiliária Lello também traz dados positivos: em julho, as vendas de usados aumentaram 24% em São Paulo em comparação com o mesmo mês de 2015.

A maior flexibilidade do proprietário na hora de negociar o preço final foi um dos fatores que contribuíram para isso, segundo Igor Freire, diretor da Lello.

“Antes, o vendedor ditava as regras. Agora, está mais aberto para negociação. O preço do imóvel costuma reduzir de 10 a 15%”, diz.

Freire também atribui o maior interesse pela compra de usados ao aumento dos créditos imobiliários concedidos por bancos públicos.

As buscas por unidades na internet também aumentaram. Segundo dados do portal Zap Imóveis, em julho deste ano a procura por apartamentos na capital cresceu 7%, e a busca por casas, 71% em relação a julho de 2015.
Levando em conta o primeiro semestre de 2016, o aumento foi de 14% para apartamentos e de 86% para casas em comparação com o mesmo período de 2015.

“As pessoas estão voltando a ter interesse por imóveis. Nas piores épocas da crise, como em 2015, elas adiaram esse tipo de compra. Com a melhora de perspectiva, voltam a buscar”, afirma Sérgio Castelani, economista chefe do DataZAP. “Porém, entre buscar e realmente voltar a comprar, leva um tempo.”

Nesse momento, os imóveis usados estão em vantagem em relação aos novos, diz Castelani: “O mercado de lançamentos é mais restrito em relação a diminuir preços. Já o de usados é mais atrativo, responde mais rápido”.

Para Everton Lúcio, diretor comercial da Brasil Brokers, o comportamento dos clientes teve uma mudança. “Eles estão mais decididos, recuperaram boa parte da confiança que tinham perdido porque acreditam que o cenário econômico vai melhorar.”

De maio para junho, contudo, as vendas na capital sofreram uma queda de 5,4%, segundo o Creci-SP. Enquanto isso, no Estado, tiveram um aumento de 30,8% -um recorde neste ano. O interior foi o principal responsável pelos dados positivos, com crescimento de 133,7% nas vendas.

“Na capital, o maior problema é o desemprego. É evidente que as coisas ficam mais difíceis”, afirma José Augusto Neto, presidente do Creci-SP. “Mas há um processo de retomada do mercado.”

 

Fonte: Folha.com/ Júlia Zaremba